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terça-feira, 6 de junho de 2017

Nos tempos de Gungunhana

Nos tempos de Gungunhana

20/06, 20 horas – Associacão Núcleo Esperança
Avenida João Antônio da Silveira, 2500 – Restinga, Porto Alegre
Senhas 30 minutos antes do espetáculo


Nos tempos de Gungunhana

Era uma vez um guerreiro da tribo tsonga chamado Umbangananamani, que fora em tempos casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Não tiveram filhos. Mas tentaram muito. Este é o mote que dá início ao grande karingana ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro, mas que muito rapidamente se vai transformar numa sequência de outros pequenos karinganas que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do rei Gungunhana, onde a crueldade e as mortes por vezes se misturam com o humor, em cada karingana contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais de Moçambique. No entanto, este karingana, não tem nada a ver com Gungunhana! Voltemos então à história: Karingana wa Karingana!

Nos tempos de Gungunhana é uma peça baseada na tradição oral dos contadores de histórias africanos, onde um único elemento se desdobra em vários personagens para, com a cumplicidade do público, retratar alguns episódios mágicos paralelos à vida do célebre rei tribal moçambicano Gungunhana. O texto da peça é em parte uma junção dos relatos de “Ualalapi”, obra premiada do escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, condecorado pelo estado português com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pela sua contribuição pela divulgação da literatura e da cultura moçambicana, e da língua portuguesa, internacionalmente. Nos tempos de Gungunhana é um conjunto de histórias dentro de uma história, uma obra que parte de um tempo histórico e de uma cultura particular para depois seguir numa viagem universalista e sem fronteiras.

Ficha técnica
Criação/Interpretação: Klemente Tsamba
Textos originais: Ungulani Ba Ka Khosa
Apoio/Assistência criativa: Filipa Figueiredo;
Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis.
Adereços e figurino: Klemente Tsamba
Fotografia: Margareth Leite

Klemente Tsamba (Moçambique/Portugual)

Klemente Tsamba nasceu em 1974 na Malhangalene, um dos bairros mais criativos de Maputo, capital de Moçambique. Ao longo da sua formação integrou os cursos de artes circences, música sustentável, teatro comunitário, comunicação/multimídia, entre outros.
Vai a Portugal em 2001, depois de ter sido selecionado para integrar o projeto “Xtórias”, uma performance teatral baseada em contos tradicionais macondes e alentejanos, produzida pelo Arte pública – Artes performativas de Beja e dirigida pela encenadora Gisela Cañamero. Atualmente apresenta espetáculos e performances de criação própria e colabora com entidades relacionadas com a educação pela arte, através da promoção e monitorização de oficinas de criatividade com crianças e jovens.

Duração: 60 min
Classificação: 16 anos

O Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem, realizado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, acontece desde 2010 e apresenta uma vasta programação de espetáculos de teatro, intervenções artísticas e ações formativas. O enfoque do Festival está no Teatro Popular, dando visibilidade e reconhecimento à produção artística de grupos teatrais de longa trajetória, comprometidos com sua comunidade de origem, o panorama sócio-político latino-americano e a constante pesquisa estética.

Construímos o Festival de Teatro Popular a partir da experiência da Mostra Jogos de Aprendizagem, que a Tribo de Atuadores organiza desde 2004. A Mostra leva ao palco os processos pedagógicos desenvolvidos pela Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo, possibilitando a circulação de espetáculos em diferentes bairros populares. No entanto, a partir de 2010, promovemos não só uma mostra, e sim, um festival de teatro com toda sua visibilidade e repercussão, chamando a atenção para um teatro não comercial e não convencional, mas periférico e popular. O projeto nasce do desejo de dialogar com outros grupos brasileiros e latino-americanos e oferecer um palco para o teatro popular em Porto Alegre.

Em 2017, o Festival reunirá mais de 20 apresentações teatrais em 3 mostras artísticas de 11 companhias nacionais e internacionais. A Mostra de Espetáculos homenageia o grande escritor e diretor Arístides Vargas, apresentando 4 obras do dramaturgo, encenadas por companhias da Argentina, do Brasil e do Equador. O próprio Arístides e seu Grupo Malayerba vão acompanhar toda a programação, além de apresentar 2 obras e ministrar um workshop de criação teatral. A Mostra ainda reúne diferentes produções do Brasil, Costa Rica/Argentina, Cuba e Moçambique/Portugal que se propõem a discutir aspectos da identidade ibero-americana. As obras mergulham em histórias e lendas das culturas originárias ou tematizam o próprio processo de colonização europeia.

A Mostra de Desmontagens contará com a presença de renomados artistas brasileiros e latino-americanos, que trarão para o Festival suas experiências de criação teatral em forma de Desmontagens Poéticas. A Desmontagem é um conceito relativamente novo no âmbito das artes cênicas que constitui uma análise e desconstrução do próprio trabalho artístico e, ao mesmo tempo, é obra de arte. A Mostra Pedagógica apresentará trabalhos oriundos de oficinas e processos de formação de diversos grupos e entidades locais. Essa Mostra possibilitará aos participantes a circulação por diferentes locais de apresentação e os aproxima dos grupos e artistas profissionais convidados. As atividades complementares incluirão painéis de debate, oficinas práticas, bate-papos, lançamentos e uma feira itinerante de publicações relacionadas às Artes Cênicas.

O V Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e conta com patrocínio da CAIXA e apoio do Fundo Iberescena.

https://festivaldeteatropopular.jimdo.com/

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz: “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” desembarc...

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz: “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” desembarc...:


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz que desde o início da sua trajetória tem uma ligação bem significativa com o bairro Restinga, através de espetáculos e oficinas populares, no dia 22 de abril, às 15h na Av. Macedônia (ao lado do Ginásio do Cecores) estará apresentando o seu mais novo espetáculo de teatro de rua “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal”.
Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores. 

“Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”, criação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, tem música de Johann Alex de Souza e traz no elenco os atuadores Roberto Corbo, Clélio Cardoso, Paula Carvalho, Keter Atácia, Pascal Berten, Marta Haas, Eugênio Barboza, Tânia Farias, Paulo Flores, Eduardo Arruda, Júlio Kaczam, André de Jesus, Márcio Leandro, Leticia Virtuoso, Mayura Matos, Luana Rocha, Lucas Gheller, Thales Rangel, Dal Vanso, Daniel Steil, Alex Pantera e Jana Farias.

domingo, 5 de julho de 2015

'IV FESTIVAL DE TEATRO POPULAR - JOGOS DE APRENDIZAGEM'.

Dia 25 de junho, aconteceu na Quadra da União da Tinga, apresentação do espetáculo ' Jesus Homem' com  grupo paulista Pandora de Teatro, dentro da programação do 'IV FESTIVAL DE TEATRO POPULAR - JOGOS DE APRENDIZAGEM'.
Comemorando 10 anos de trajetória o Grupo Pandora de Teatro remonta o espetáculo “Jesus-Homem” de Plínio Marcos, propondo uma leitura histórica deste que foi subversor da ordem vigente, negador de valores de sua época e proponente de uma utopia em uma parábola cênica que coloca em evidencia questões relativa à politica e ao poder. A peça inicia-se com uma profecia do personagem profeta Isaias clamando em alta voz aos povos que é chegada a hora do despertar, Jesus nasce em Belém da Judéia, filho de José e Maria. Neste período a Judéia passa por crises econômicas financeiras, gerando desta forma, misérias, desemprego, fome, violências e ainda um crescimento significativo da população. Em decorrências destes fatos, o governante Herodes era quem comandava a Galiléia e começa a inquietar-se com o resultado do recenseamento da população, pois continuava a crescer a miséria e os índices de assaltos em toda parte. Jesus-Homem é uma peça ampara em uma obra religiosa, que faz parte da matéria histórica, produzindo uma ficção, representada pelo heroísmo de alguém que se posta ao lado dos fracos e oprimidos. Um instrumento eficaz de defesa social, condenando e exigindo de forma implícita uma reformulação dos mecanismos que regem o sistema político social brasileiro.

*Grupo Pandora de Teatro (São Paulo)

Fundado em julho de 2004, a partir do Projeto Teatro Vocacional da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo, sediado no bairro Perus, desenvolve trabalho continuo de pesquisa e criação , fortalecendo parcerias com pólos culturais e artistas da região. O Grupo Pandora montou os espetáculos “O Senhor Puntilla e seu criado Matti” (2004), “A Igreja do Diabo” (2005), “Tietê, Tietê” (2006), “Jesus-Homem” (2007), “A Revolta dos Perus” (2007), “Canibais Vegetarianos Devoram Planta Carnívora” (2012) e “Relicário de Concreto” (2013). Em parceria com o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento Portland  Perus o Grupo Pandora realizou duas edições do “Ato Artístico Coletivo Cimento Perus” em 2012 e 2014, evento artístico realizado em vários locais do bairro Perus, que contou com a participação de diversos coletivos artísticos, em prol da revitalização da Fábrica de Cimento Portland  Perus e fomento a cultura do bairro. Atualmente realiza os “Núcleos de Pesquisa em Teatro Russo” e o processo de criação de novo espetáculo. Foram contemplados pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2014 – Manutenção de  Atividades Teatrais de Grupos e Companhias com o Projeto “Grupo Pandora 10 anos – Não Nascemos para ser Pedra”, que consiste na continuidade de ações do Grupo, promovendo espaço de troca de experiências artístico-pedagógicas. O Grupo Pandora de Teatro é composto por: Felipe Dias, Lucas Vitorino, Marcio Gonçalves, Rodolfo Vetore e Thalita Duarte.

Extraído de http://festivaljogosdeaprendizagem2015.blogspot.com.br/ 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Mostra ÓI Nóis Aqui Traveiz- Jogos de Aprendizagem 2013


A Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz - Jogos de Aprendizagem - 2013 apresenta de 9 a 12 de abril, o exercício cênico “Minha Cabeça Era Uma Marreta”, de Richard Foreman, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186 – São Geraldo). O trabalho foi realizado pela Oficina Para Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo, com coordenação dos atuadores Tânia Farias, Paulo Flores e Clélio Cardoso. Entrada Franca! Sempre às 20h, distribuição de senhas a partir das 19h30. Mais informações pelo fone 3286 5720

Minha Cabeça Era Uma Marreta é uma das mais polêmicas e enigmáticas peças de Richard Foreman, um dos dramaturgos mais controvertidos e badalados dos Estados Unidos. Em cena um professor, um aluno e uma aluna. Onde estão? Numa sala de aula? No santuário do saber? Ou num manicômio? Durante todo tempo o jogo incessante entre quem detém o saber e aqueles que o desejam. Fechados em conceitos, os donos da verdade condicionam a vida. Nem o olho nem o ouvido do espectador são capazes de encontrar um ponto fixo no qual se concentrarem, bombardeado por uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos. A peça funciona como um poema aberto possibilitando que os espectadores façam suas próprias associações.

Oficinandos: Felipe Fiorenza, Carlos Eduardo de Oliveira Arruda e Rochelle Luiza da Silveira.

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz tem o patrocínio da Petrobras.

sábado, 6 de outubro de 2012

“POTESTAD” de Eduardo Pavlovsky na Terreira da Tribo





“POTESTAD” de Eduardo Pavlovsky na Terreira da Tribo

Com o patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobras, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e a Terreira da Tribo apresentam “Potestad” de Eduardo Pavlovsky, com atuação de Narciso Telles - Coletivo Teatro da Margem (MG) e direção de André Carreira - Udesc (SC).

As apresentações serão nos dias 5 e 6 de outubro, às 20h, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186). No sábado, dia 6 de outubro haverá um debate após a apresentação “Memória e Cena Contemporânea” com Narciso Telles e André Carreira. Entrada Franca. Distribuição de senhas a partir das 19h30.

Potestad é uma das mais importantes obras do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. A narrativa é conduzida por um só personagem que desvela um dos traumas sociais mais significativos da história recente na Argentina: o roubo de crianças durante a ditadura.

Este Projeto foi contemplado pela FUNARTE no edital Prêmio Procultura de estímulo ao circo, dança e teatro 2010.

Contato:
terreira.oinois@gmail.com
(51) 302813 58

domingo, 29 de julho de 2012

IIIº Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem


IIIº Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem acontecerá de 4 a 11 de agosto 2012 em diversos bairros da cidade de Porto Alegre. Ele é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e do Programa Iberescena (Fundo de Ajuda para as Artes Cênicas Ibero-americanas). Este ano o Festival trás a Porto Alegre dois grupos importantes da cena latino-americana - a Periplo Compañia Teatral da Argentina e  o Grupo Pombas Urbanas  de São Paulo. O Festival abre espaço para uma série de ações que visam à democratização do espaço da arte, desde a fruição de bens culturais, através de apresentações gratuitas de encenações, assim como a oportunidade para desenvolver gratuitamente conhecimentos no âmbito teatral. O Festival tem dois eixos principais: focar a atividade teatral que é desenvolvida nos bairros populares da cidade e contribuir para a discussão sobre princípios estéticos e éticos na formação do ator. O IIIº Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem tem o patrocínio da Petrobras. Todas as atividades desenvolvidas pelo Festival serão gratuitas e abertas à população em geral.

Focando a atividade que é desenvolvida nos bairros populares da cidade o Festival conta ainda com uma Mostra Pedagógica da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo. De 7 a 16 de agostoserão apresentados exercícios cênicos e processos de trabalho de diferentes Oficinas Populares de Teatro na Terreira da Tribo (bairro São Geraldo) e nos bairros Humaitá, Belém Velho, Sarandi e Bom Jesus. A origem do Festival de Teatro Popular está na realização da Mostra Jogos de Aprendizagem, que o Ói Nóis realiza desde 2004. A Mostra é resultado do processo pedagógico que é colocado em prática pela Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo e da circulação de espetáculos em diferentes bairros populares. O batismo Jogos de Aprendizagem do Festival provém de um conceito da teoria da Peça Didática de Brecht. Ao traduzir o termo Lehrstück para o inglês, Brecht usou a denominação learning play, ou seja, jogo de aprendizagem. O acento na atitude ativa do aprendiz é acentuado, em detrimento do ensinamento catequético, ou da lição a ser aprendida. Além de ter entrada franca, o Festival disponibilizará transporte gratuito para escolas públicas e comunidades de bairros periféricos, facilitando ainda mais o acesso às atividades. 

Confira abaixo a Programação:

 Periplo Compañia Teatral da Argentina ministrará a Oficina “O Ator no Trabalho sobre Si”, nos dias 4 e 5 de agosto, às 14 horas. E encenará os espetáculos “ La Conspiración de los Objetos”, dia 6 de agosto, “El Dragón y su Furia”, dia 7 de agosto, ambos às 20 horas. No dia 8 de agosto, às 17 horas, a Periplo apresentará uma demonstração de trabalho conjuntamente com o lançamento do seu livro “Teatro, Mistérios de um Ofício”. Todas as atividades da companhia argentina serão realizadas na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186). A Periplo Compañia Teatral foi criada em 1995 com direção de Diego Cazabat. Mantém um Centro de Investigação Teatral, El Astrolabio Teatro, em Buenos Aires. A produção da Periplo se manifesta em três eixos fundamentais: a criação de espetáculos próprios, sua atividade pedagógica a nível nacional e internacional e a elaboração de distintos materiais teóricos e de registro que tendem a sintetizar pontos do trabalho, novas interrogações e conclusões às quais a companhia vai chegando.

No dia 8 de agosto ainda acontece na Terreira da Tribo, às 20 horas, o Painel “O Teatro Político na América Latina de Hoje” com a participação de Jorge Blandon (Colômbia), Caco Coelho (Porto Alegre), Periplo Compañia Teatral (Argentina), Grupo Pombas Urbanas (São Paulo) e a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Porto Alegre). Após o Painel o Selo Ói Nóis Na Memória lança o livro “Sábado Crônicas da Cena” do pesquisador e diretor teatral Caco Coelho.

Grupo Pombas Urbanas nasceu em 1989 a partir do projeto “Semear Asas”, concebido pelo diretor Lino Rojas com objetivo de formar atores e técnicos para o teatro com jovens de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Com seu fazer teatral, o grupo busca reconhecer e expressar sua cidade e seu tempo. O processo de formação de atores desenvolvido pelo grupo parte do reconhecimento do ator sobre seu corpo e seus movimentos, da compreensão de suas histórias, suas raízes étnicas e culturais e do meio em que vive para desenvolver sua expressividade cênica. OPombas Urbanas apresenta no IIIº Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagemo espetáculo de Teatro de Rua “Mingau de Concreto” no dia 9 de agosto, na Esquina Democrática,  e no dia 11 de agosto, no Parque Mascarenhas de Moraes, no bairro Humaitá. Ambas as apresentações acontecerão às 15 horas.

No dia 10 de agosto, às 16 horas, na Terreira da Tribo, Jorge Blandon realiza a Palestra “Teatro Comunitário na Colômbia”. Jorge Blandon é membro fundador da Corporación Cultural Nuestra Gente da Colômbia. O grupo é uma organização de base, que nasce em 1987, animada pela necessidade de unir esforços de jovens da zona Nordeste de Medellín para mostrar o lado positivo dos bairros populares e que desta forma a arte e a cultura estejam próximas de seus habitantes. Durante estes 25 anos desenvolveu um processo permanente de formação e capacitação inspirado na arte e na cultura como ferramentas para o trabalho comunitário, humano e artístico, entendendo este como uma opção de vida de meninas, meninos, jovens, adultos, mulheres e homens.

Programação Mostra Pedagógica

Dia 7 de agosto – às 20 horas – no Centro Cultural Esportivo Ferroviário/G.E. Ferrinho (Av. Dona Teodora 1250), bairro Humaitá – exercício cênico “O Mercado do Gozo” com a Oficina Popular de Teatro do Bairro Humaitá.

Dia 9 de agosto – às 20 horas – no CTG Estância da Figueira no Bairro Belém Velho (Av. Doutor Vergara, 5358) – exercício cênico “O Mal-entendido” com a Oficina Popular de Teatro do Bairro Belém Velho.

Dia 9 de agosto – às 20 horas - na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) – Mostra de Processos com as apresentações dos exercícios cênicos “Yerma” com a Oficina Popular de Teatro do Bairro Bom Jesus e “Quanto Custa o Ferro?” com a Oficina para Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo.

Dia 10 de agosto – às 20 horas - na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) – exercício cênico“O Mercado do Gozo” com a Oficina Popular de Teatro do Bairro Humaitá.

Dia 10 de agosto – às 20 horas – na Associação dos Moradores da Vila Elizabeth e Parque/AMVEP (Rua 21 de Abril, 792) – espetáculo teatral “Os Baixa Renda” com a Associação Cultural FACES da cidade de Charqueadas/RS.

Dia 12 de agosto – às 15 horas – Praça Lampadosa no bairro Sarandi – espetáculo teatral “O Amargo Santo da Purificação” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

Dia 13 de agosto - às 20 horas - na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) – Mostra de Processos com as apresentações do exercício cênico “Bate Asas, Bate” com a Oficina Livre de Teatro da cidade de Canoas e o espetáculo teatral “As façanhas de Aristão, o desafortunado”com o Grupo Noscego da cidade de Carazinho/RS.

Dia 14 de agosto - às 20 horas - na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) – exercício cênico“Quanto Custa o Ferro?” com a Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo e “O Mal-entendido” com a Oficina Popular de Teatro do Bairro Belém Velho.

Dia 14 de agosto – às 20 horas – no Centro de Educação Ambiental - CEA/Reciclagem (Av. Joaquim Porto Villanova,143) na Vila Pinto no bairro Bom Jesus – exercício cênico “Yerma” com a Oficina Popular de Teatro do Bairro Bom Jesus.

Dia 15 de agosto – às 20 horas – na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) – apresentação do exercício cênico “Quanto Custa o Ferro?” com a Oficina para Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo

Dia 15 de agosto – às 20 horas – no Centro de Educação Ambiental - CEA/Reciclagem (Av. Joaquim Porto Villanova,143) na Vila Pinto no bairro Bom Jesus – exercício cênico “Yerma” com a Oficina Popular de Teatro do Bairro Bom Jesus.

Dia 16 de agosto – às 20 horas – no Centro de Educação Ambiental - CEA/Reciclagem (Av. Joaquim Porto Villanova,143) na Vila Pinto no bairro Bom Jesus – exercício cênico “A Comédia do Trabalho”com a Oficina Popular de Teatro do Bairro Bom Jesus.

terça-feira, 26 de junho de 2012

90 Anos

 A Última Instância

 Ascensão e Queda de um Tirano - Versão para a rua de um trecho da peça "Que se Passa, CHE" !
O Armazém do Zé Honesto...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ói Nóis Aqui Traveiz realiza Performance e lança dvd

Ói Nóis Aqui Traveiz realiza Performance e lança dvd Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, Ministério da Cultura e Petrobras apresentam o seminário “Interstícios Cênicos – Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana”. O encontro conta com performances e espetáculos, diálogos e reflexões sobre processos criativos, e acontece de 28 de maio à 3 de junho no Centro de Experimentação e Pesquisa Cênica Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186), na sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro) e no centro de Porto Alegre. Entrada Franca. Programação de hoje: 29 de maio, terça: - 12h, na Esquina Democrática Performance “Onde? Ação nº 2” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. - 19h, na Sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro) Lançamento e exibição do DVD “Viúvas – Performance Sobre a Ausência”. Logo após, palestra “Performatividades da Memória” com Ileana Diéguez e debate sobre “Onde?Ação nº 2” e “Viúvas – Performance Sobre a Ausência” com Jair Krischke, Fábio Prikladnicki e Pedro Isaias Lucas. Maiores informações através do fone: 9396 1140.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Revista/Programa do Seminário Interstícios Cênicos


Revista/Programa do Seminário Interstícios Cênicos É só clicar na imagem, que ela amplia e da pra folhear virtualmente! Contém todas as informações do seminário “Interstícios Cênicos – Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana” conta com performances e espetáculos, diálogos e reflexões sobre processos criativos. Acontece de 28 de maio à 2 de junho no Centro de Experimentação e Pesquisa Cênica Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186), na sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro) e no centro de Porto Alegre. Entrada Franca. O Seminário foi organizado em parceria com a Cátedra Itinerante de la Escena Latinoamericana e faz parte das comemorações de trinta e quatro anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Seminário “Interstícios Cênicos – Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana”

Ministério da Cultura e Petrobras apresentam

Seminário 
“Interstícios Cênicos – 
Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades 
na Cena Contemporânea Latino-Americana”

O Seminário “Interstícios Cênicos – Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana” faz parte das comemorações de trinta e quatro anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.
O Seminário conta com performances e espetáculos, diálogos e reflexões sobre processos criativos. A expansão e os cruzamentos das disciplinas artísticas têm implicado também uma transformação dos discursos cênicos. Há alguns anos as práticas cênicas enfatizam o tecido entre discursos performativos e teatrais. A performatividade é, de fato, uma dimensão da teatralidade. Longe de estigmatizar o teatro, o interesse pelo performativo pode ser um indicativo de outras construções da presença e do modo como o aqui e o agora do teatro são tecidos em vínculo com a experiência e as cenas da vida. A possibilidade de pensar os interstícios cênicos desvia também o olhar para outras dimensões do espaço cênico, para a instalação de um tempo poético no fluxo do cotidiano.

PROGRAMAÇÃO

28 de maio, segunda 
12h, na Esquina Democrática
“Terpsí em Obras” com a Terpsí Teatro de Dança

20h, na Terreira da Tribo
Performance “Qual é a minha cor?” com Mara Leal do Coletivo Teatro da Margem  

Painel “Interstícios Cênicos: Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana” com Miguel Rubio Zapata e Ileana Diéguez

29 de maio, terça
12h, na Esquina Democrática
Performance “Onde? Ação nº 2” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

19h, na Sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro) 
Lançamento e exibição do DVD “Viúvas – Performance Sobre a Ausência”

Palestra “Performatividades da Memória” com Ileana Diéguez e debate sobre “Onde? Ação nº 2” e “Viúvas – Performance Sobre a Ausência” com Jair Krischke, Fábio Prikladnicki e Pedro Isaias Lucas

30 de maio, quarta
12h, na Praça da Alfândega
“O Amargo Santo da Purificação” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

20h, na Terreira da Tribo
 “Antígona” com Teresa Ralli do Grupo Cultural  Yuyachkani

 31 de maio, quinta
16h, na Terreira da Tribo 
Palestra “Presença e Representação. Estratégias para Interpelar o Presente” com Narciso Telles e debate sobre “Antígona” e “O Amargo Santo da Purificação” com Miguel Rubio Zapata, Newton Silva e Silvia Balestreri 

20h, na Terreira da Tribo
“Memorial de Silêncios e Margaridas” com Narciso Telles do Coletivo Teatro da Margem

1º de junho, sexta

12h, no Paço Municipal
Performance “PORTO: A cidade como palco de uma anti-diáspora” com Teatro Sarcáustico

16h, na Terreira da Tribo 
Palestra “Testemunhos Cênicos - Como dar Voz ao Silêncio Histórico” com Miguel Rubio Zapata e debate sobre “Memorial de Silêncios e Margaridas” com Teresa Ralli, Clóvis Massa e Enrique Padrós

20h, na Terreira da Tribo
“Danke” com Juliana Kersting e Paola Opptiz

2 de junho, sábado
16h, na Terreira da Tribo
Palestra “Espectros e Duplos Cênicos” com Mara Leal e debate sobre “Danke” com Narciso Telles, Inês Marocco e Rosyane Trotta

19h, na Terreira da Tribo
Coquetel de lançamento do livro “Ói Nóis Aqui Traveiz: A História através da Crítica” de Rosyane Trotta e confraternização

3 de junho, domingo
Intercâmbios internos 

sobre os trabalhos apresentados

GRUPO CULTURAL Yuyachkani
O Grupo Cultural Yuyachkani, coletivo de teatro mais importante do Peru, vem trabalhando desde 1971 na vanguarda da experimentação teatral, da performance política e da criação coletiva. "Yuyachkani" é uma palavra Quéchua que significa "Eu estou pensando, eu estou lembrando"; sob este nome, o grupo teatral tem se dedicado à pesquisa coletiva da memória social, em particular, em relação às questões de etnicidade, violência e memória no Peru. O grupo é formado por sete atores (Augusto Casafranca, Amiel Cayo, Ana Correa, Débora Correa, Rebeca Ralli, Teresa Ralli e Julián Vargas), um designer técnico (Fidel Melquíades) e um diretor artístico (Miguel Rubio), que criaram um compromisso de criação coletiva como modo de produção teatral e de teatro de grupo como filosofia de vida. Seu trabalho é um dos mais importantes do "Nuevo Teatro Popular" da América Latina, com um forte compromisso com os problemas das comunidades de base, mobilização e ação política. Yuyachkani ganhou o prêmio nacional dos Direitos Humanos, no Peru, em 2000.

Espetáculo “Antígona”
Sobre a Antígona de Sófocles foram realizadas inúmeras versões tanto na Europa como na América Latina. A opção do Yuyachkani esteve clara desde o princípio: a indagação-aproximação do mito clássico de Antígona à realidade peruana, como una maneira de apelar à memória histórica universal para buscar nela sinais que nos ajudem a entender nossa própria realidade.
Por séculos a "Antígona" de Sófocles foi uma das tragédias gregas clássicas mais representadas e adaptadas. A obra capta como poucas outras o terreno conflituoso entre o indivíduo e o estado, entre os direitos fundamentais humanos e as leis arbitrárias de uma sociedade, entre as necessidades da natureza e a arrogância humana que trata de controlar e dirigir-lhe. "Antígona" é uma declaração sobre o caráter essencial da "desobediência civil" contra a arbitrariedade do poder político, uma vez que reafirma a importância de coisas intangíveis da vida humana como parte de uma ecologia natural e finita que no se pode ignorar nem violar.

FICHA TÉCNICA
Grupo Cultural YUYACHKANI
Atriz: Teresa Ralli
Direção: Miguel Rubio Zapata
Luz: Jano Siles


Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. 
O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO
A encenação coletiva para Teatro de Rua conta a história de Carlos Marighella,  herói popular que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. A dramaturgia elaborada pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

FICHA TÉCNICA
Encenação Coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
Dramaturgia criada coletivamente a partir dos Poemas de Carlos Marighella Roteiro, sonoplastia, figurinos, máscaras, adereços e elementos cenográficos: Criação Coletiva
Músicas: Johann Alex de Souza 
Atuadores: Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Leila Carvalho, Marta Haas, Edgar Alves, Roberto Corbo, Sandra Steil, Paula Carvalho, Letícia Virtuoso, Eugênio Barboza, Luana da Rocha, André de Jesus, Paola Mallmann, Aline Ferraz, Denise Souza, Alex Pantera, Karina Sieben, Jorge Gil, Mayura Matos, Pascal Berten, Geison Burgedurf, Renan Leandro, Alessandro Müller, Daniel Steil .
Duração: 100min

ONDE? AÇÃO Nº 2
A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. 

FICHA TÉCNICA
Criação Coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
Participam da performance: Tânia Farias, Marta Haas, Paula Carvalho, Sandra Steil, Mayura de Matos, Leticia Virtuoso, Leila Carvalho, Paola Mallmann, Karina Sieben, André de Jesus, Eugênio Barbosa, Eduardo Cardoso, Roberto Corbo, Alex Pantera, Geison Burgedurf, Clélio Cardoso, Edgar Alves e Alessandro Muller.

VIÚVAS – Performance Sobre a Ausência
Exibição do DVD com fotografia, edição e finalização de Pedro Isaias Lucas

“Viúvas - Performance Sobre a Ausência” faz parte da pesquisa teatral que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto “Viúvas” de Ariel Dorfman e Tony Kushner, dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. “Viúvas” mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. A Tribo optou por apresentar-se na Ilha das Pedras Brancas, também conhecida como Ilha do Presídio. A utilização deste espaço não-convencional para a encenação pretendeu estabelecer uma relação entre os sentidos do trabalho sobre o imaginário e a história recente da América Latina e as referências simbólicas, o registro emocional, os elementos de memória e o caráter institucional da Ilha do Presídio. 

COLETIVO TEATRO DA MARGEM
O Coletivo Teatro da Margem surgiu a partir de um grupo de pesquisa teatral orientado pelo Profº Dr. Narciso Telles integrado por alunos do curso de Teatro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Inserido na contemporaneidade, dialogando com o pós-dramático, se propõe à busca de uma expressividade coletiva que dialogue com a pesquisa acadêmica, mas sem perder a efervescência da criação estética em arte e do fazer teatral.

Espetáculo “Memorial de SILÊCIOS E MARGARIDAS”

Em um passado ainda recente, foram instaurados regimes ditatoriais de governo, em diversos países latino-americanos, onde as vozes dissidentes eram caladas com muita dor, crueldade e sofrimento. A dramaturgia de Memorial de Silêncios e Margaridas é uma busca dos sentimentos humanos em meio a histórias de pessoas impedidas das coisas mais simples de seus cotidianos e, de outras tão importantes como amar e sonhar. Partimos de narrativas e silêncios das pessoas, das suas músicas, das leituras de Eduardo Galeano, de Frei Beto, de visitas ao Memorial da Resistência no antigo prédio do DEOPS, e muitas outras investigações, na tentativa de desvelar algumas marcas dos sobreviventes, mas também daqueles daqueles que tiveram prazer em produzir rostos sem traços, em arrancar jovens de suas casas para jogá-los depois em terrenos baldios, em sepulturas clandestinas ou até no mar. Procuramos apenas falar um pouco desses seres humanos, não no sentido de rememoração de suas dores, mas para que não esqueçamos nunca que algo aconteceu e de como poderia ter sido diferente!

Ficha Técnica
Direção: Mara LealAtuação: Narciso Telles
Dramaturgia: Luiz Carlos Leite & Narciso Telles
Produção: Coletivo Teatro da Margem

Performance “Qual é a minha cor?”
Com o interesse em desenvolver uma performance autobiográfica sobre as questões raciais, resolvi falar da cor da minha família, não de minhas origens porque elas são quase desconhecidas, mas da minha geração: eu e meus inúmeros primos e primas, focando nas relações mais próximas. Mas como abordar essa questão? Resolvi encenar como essas diferentes variações cromáticas da pele são tratadas em nossa sociedade. Parto da primeira noção de cor que nos é imposta: a certidão de nascimento e de como essas cores são dicionarizadas, ou seja, como a sociedade, a linguagem trata desse tema. 

Concepção e atuação: Mara Leal


Terpsí Teatro de Dança
Terpsí Teatro de Dança é uma companhia de Dança Contemporânea, criada em 1987 pela união de alguns artistas gaúchos. Sua trajetória tem sido dedicada, em essência, à pesquisa de uma linguagem única, que resgata as experiências humanas e rompe a barreira que separa os intérpretes da obra, pois eles são a obra. É nesta vertente que se identifica com a dança teatral. É uma das primeiras no Brasil a assumir como linguagem cênica a Dança Teatral. Ao longo de sua trajetória de 25 anos, acumulou prêmios e reconhecimentos, sendo considerada pela crítica especializada do centro do país “uma renovadora da dança brasileira”.


Terpsí em Obras 

Terpsí em Obras é uma instalação coreográfica criada especialmente para o  Forum Social Mundial temático de 2012, utilizando o ambiente da rua. Esta instalação propõe a releitura das obras da Cia Terpsí Teatro de Dança conectadas pelos temas da sustentabilidade e humanidade,os quais são tratados a partir do viés da interdisciplinaridade.  Se trata de um  resgate dos 25 anos de história da Cia Terpsí  revividos através de fragmentos de Lautrec fin de siecle (1993), O Banho (2000), E la nave no va (2003), Ditos e Malditos: desejos de clausura (2009) e  Casa das Especiarias (2011). Esta obra propõe  uma reflexão sobre questões  contemporâneas como o desejo, prazer, hipocrisia, destruição e (in) sustentabilidade. 

Ficha Técnica 
Intérpretes colaboradores: Angela Spiazzi, Gabriela Peixoto, Raul Voges, Francine Pressi, Gelson Farias.Direção : Carlota Albuquerque Vídeo: Darjá-Elektrola Virtual
Iluminação Guto GreccaFigurinos: Zoé Degani (Banho) Alexandre Machado (Lautrec) Anderson Souza (Ditos e Especiarias), Terpsí (E La nave no va)
Montagem edição de Audio: Murilo Assenato 

Teatro Sarcáustico
O grupo TEATRO SARCÁUSTICO surgiu em janeiro de 2004, do Trabalho de Conclusão do Curso de Artes Cênicas (UFRGS), de Andressa de Oliveira, Daniel Colin e Tatiana Mielczarski, intitulado GORDOS ou somewhere beyond the sea. Nestes 08 anos de trabalho continuado, foram produzidos outros sete espetáculos profissionais, além de performances, oficinas, intervenções urbanas, workshops e cursos de formação de atores. O TEATRO SARCÁUSTICO recebeu importantes prêmios do estado (Açorianos de Teatro, Tibicuera de Teatro Infantil, RBS Cultura e Braskem em Cena) e é considerado uma das mais significativas companhias da cena teatral gaúcha contemporânea. Atualmente, o TEATRO SARCÁUSTICO é um dos grupos que integram o Projeto Usina das Artes, que prevê a ocupação do Centro Cultural Usina do Gasômetro em Porto Alegre.


Performance PORTO: A cidade como palco de uma anti-diáspora
"PORTO: A cidade como palco de uma anti-diáspora" é um projeto composto por quatro performances/intervenções urbanas realizadas na cidade de Porto Alegre, concebido para discutir sobre o êxodo dos artistas ao qual a cidade assiste, as dificuldades do fazer artístico contemporâneo em Porto Alegre, suas possibilidades e necessidades, impelindo seus criadores a procurar novas cidades para se realizarem. "PORTO" é o que o próprio nome propõe: a luta de jovens artistas gaúchos em defender sua cidade um pólo artístico-cultural do país e recebeu o Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2011.

Ficha Técnica: 
Direção Geral: Daniel Colin, Ricardo Zigomatico e Rossendo Rodrigues
Elenco: Guadalupe Casal, Ricardo Zigomático, Rossendo Rodrigues e Daniel Colin 
Figurinos: Daniel Lion. 
Trilha sonora: Teatro Sarcáustico 
Programação Visual: Pedro Gutierres
Fotografias: Thais Fernandes 
Antropólogo e orientador social: Rafael Martins Lopo
Assessora de imprensa: Bruna Paulin 
Produção Executiva: Guadalupe casal
Produção Geral: Teatro Sarcáustico


ESPETÁCULO “DANKE”
DANKE é o espetáculo do texto de Dario Fo e Franca Rame, “Eu, Ulrike? Grito...”, que conta a história de Ulrike Meinhof, do dia em que ela foi presa até o dia do seu suposto suicídio. Porém é melhor falar em personagens pois Ulrike Meinhof contracena com a sua carcereira, ou o seu duplo. Ela se perde de si mesmo frente à violência e à privação a que é submetida. No vazio e silêncio da prisão ela busca relações reais e imaginárias com o espaço e o tempo. A distância em face de si mesmo lhe propõe o resgate de sua própria identidade e o encontro consigo mesma. 
O público é o outro, parte atuante que é revelado pela personagem, ao mesmo tempo em que revela a personagem na sua solidão, no seu desespero, na sua loucura, na sua intensidade, na sua inteireza, na sua coragem e na sua resignação. 

FICHA TÉCNICA
Adaptação: Juliana Kersting
Autores do texto: Dario Fo e Franca Rame 
Tradução: Gisa Dalsotto
Direção: Giselle Cecchini
Preparação de ator: Denis Gosch



Atuação: Juliana Kersting e Paola Oppitz
Concepção de luz: Jessé Oliveira
Produção: Juliana Kersting


PALESTRANTES E DEBATEDORES

Ileana Diéguez - México
Miguel Rubio Zapata - Peru
Teresa Ralli - Peru 
Narciso Telles – MG 
Mara Leal – MG
Jair Krischke - RS
Clóvis Massa – RS
Enrique Padrós – RS
Pedro Isaias Lucas - RS
Silvia Balestreri – RS
Inês Marocco – RS
Newton Silva – RS
Fábio Prikladnicki – RS
Rosyane Trotta - RJ


Ileana Diéguez (Cuba – México)
Doutora em Letras (2006) com instância pós-doutoral em História da Arte, UNAM, apoiada pelo CONACYT (2008-2009); professora investigadora da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), unidade Cuajimalpa, México, DF; membro do Sistema Nacional de Investigadores. Foi Coordenadora de Investigações do Centro Nacional de Investigación Teatral Rodolfo Usigli e vice-diretora da Escuela Internacional de Teatro de América Latina y el Caribe (EITALC). É membro fundadora da Cátedra Itinerante de la Escena Latinoamericana. Organizou e coordenou os processos de investigação de várias oficinas cênicas em diferentes países e realizou a curadoria de vários encontros internacionais sobre os temas teatralidade, performance e arte. É autora do livro, traduzido em português, Cenários Liminares: Teatralidades, performances e política (Edufu, 2011).  
Miguel Rubio Zapata (Peru)
É Bacharel em Sociologia pela Universidad Inca Garcilaso de la Veja, Doutor Honoris Causa pelo Instituto Superior de Arte da Universidad de La Habana (Cuba). É membro fundador e diretor do Grupo Cultural Yuyachkani (1971), no qual postula um teatro de criação e investigação a partir do material que os atores propõem. No campo pedagógico dirige o Laboratorio Abierto de Yuyachkani e as demonstrações de trabalho. É membro do Conselho de Direção da Escuela Internacional de Teatro para América Latina y el Caribe (EITALC), atualmente com sede no México, DF e membro fundador da Cátedra Itinerante de la Escena Latinoamericana. Autor dos livros Notas sobre teatro (2001), El cuerpo ausente (performance política) (2006) e Raíces y Semillas. Maestros y Caminos del Teatro en América Latina (2011).

Teresa Ralli (Peru)
É membro fundadora do Grupo Cultural Yuyachkani e participou da criação e encenação de todos os espetáculos coletivos do Grupo. Impulsionou a linha pedagógica no coletivo, sendo responsável pela organização de eventos e atividades pedagógicas. Viajou por todo Peru ensinando teatro em grupos independentes, colégios estatais e particulares, organizações de mulheres e grupos comunitários diversos. Desde 1990 participa do Magdalena Project, organização que reúne mulheres criadoras dos cinco continentes. Desde 1998 é professora da Pontificia Universidad Católica do Peru, na Facultad de Artes y Ciencias de la Comunicación, Especialidad de Artes Escénicas. 

Fábio Prikladnicki
Jornalista e mestre em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É repórter do Segundo Caderno do jornal Zero Hora e colaborou com diversos veículos de mídia impressa e eletrônica no país. Participou dos júris do Prêmio Açorianos de Teatro (2005 e 2011) e do Prêmio Braskem Em Cena (2006 e 2011). Em 2011, foi crítico convidado do 14º Festival Recife do Teatro Nacional. Entre 2008 e 2010, foi coordenador e professor do curso de extensão em Crítica Cultural na Unisinos

Inês Alcaraz Marocco 
Diretora teatral e pesquisadora da formação do ator, principalmente em teatro. Possui graduação em Direção Teatral e Licenciatura em Arte Dramática pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1975), mestrado em Diplôme d'Études Aprofondies - Université de Paris VIII (1985) e doutorado em Doctorat en Esthétique Sciences et Technologie des Arts - Université de Paris VIII (1997). Formação na École Internationale de Théâtre, Mime et Mouvement Jacques Lecoq (1983/1984). Atualmente é professora do departamento de Arte Dramática (DAD) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS.

Newton Pinto da Silva
Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAC/UFRGS), com a dissertação Palcos da Vida: o vídeo como documento do teatro em Porto Alegre nos anos 1980 (2010). Possui graduação em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1992). É repórter e apresentador de televisão da Fundação Cultural Piratini - Rádio e TV (TVE/RS), com foco no Jornalismo Cultural.

Mara Leal
É atriz-performer e professora do Curso de Teatro e do PPGArtes da Universidade Federal de Uberlândia. Possui graduação em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (1998), mestrado em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (2005) e doutorado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2011). A performance Qual é a minha cor? é parte integrante das investigações que realizou em seu doutorado sobre como a cena contemporânea tem re-elaborado temas autobiográficos e de construção identitárias como raça e gênero. Atualmente desenvolve pesquisa sobre as relações entre cena contemporânea, memória e autobiografia. 
Silvia Balestreri Nunes 
Professora do Departamento de Arte Dramática e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, do qual é coordenadora. É co-fundadora do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro (CTO-Rio), com direção de Augusto Boal. Atualmente coordena o projeto de pesquisa Teatro e Produção de Subjetividade: Exercícios Micropolíticos, com foco na obra do pluriartista italiano Carmelo Bene.

Jair Krischke
É Ativista dos Direitos Humanos, com atuação no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Fundou o Movimento de Justiça e Direitos Humanos em março de 1979.  Um dos fundadores do CELADI -  Centro Latinoamericano de Investigación. Participou ativamente das campanhas pela Anistia, pela libertação dos últimos presos políticos brasileiros e pelas Diretas Já. 

Narciso Telles
É ator e professor do Curso de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Pesquisador do GEAC/UFU e membro do Coletivo Teatro da Margem. Dirigiu recentemente o espetáculo A Saga no Sertão da Farinha Podre (2010). Autor do livro “Pedagogia do teatro e o teatro de rua” (Mediação, 2008) e organizador (com Adilson Florentino do livro “Cartografia do Ensino do Teatro” (EDUFU, 2009). Pesquisador PQ-CNPq

 Enrique Serra Padrós
Professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História (UFRGS). Especialista em História Latino-americana, Mestre em Ciência Política e Doutor em História. Chefe do Departamento de História e Vice-coordenador do Programa de Relações Internacionais. Pesquisador vinculado ao GT de Ensino/Anpuh-RS e Arquivistas Sem Fronteira/Brasil. Pesquisa temas vinculados às Ditaduras de Segurança Nacional Latino-americanas e História Mundial do Tempo Presente. Organizador de obras coletivas e autor de inúmeros artigos e capítulos de livros sobre temas vinculados às áreas de atuação.

Clóvis Massa
Professor de Teoria e História do Teatro no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS. Doutor em Letras na área de Teoria da Literatura (FALE/PUCRS), com estágio doutoral na Université Paris 8 – Saint-Denis. Mestre em Artes Cênicas (ECA/USP) e Bacharel em Artes Cênicas – Habilitação em Interpretação Teatral (DAD/UFRGS). 

Pedro Isaias Lucas 
 Mestrando em Artes Cênicas no PPGAC na UFRGS e Bacharel em Direção pela mesma universidade. Fez o roteiro de Caminhos de pedra – Tempo e memória na Linha Palmeiro (2008); pesquisa e consultoria de roteiro de Walachai (2011); fotografia e montagem de O amargo santo da purificação (2011). Recentemente lançou seu primeiro longa-metragem Argus Montenegro & a instabilidade do tempo forte (2012).

Rosyane Trotta
É dramaturga, diretora de teatro e professora adjunta da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), onde desenvolve o projeto de pesquisa Dramaturgia Cênica. 
Dedica-se também ao estudo sobre os sistemas de organização e de criação em grupo, tema da maioria dos seus escritos teóricos. Como pesquisadora publicou pela Hucitec, "Teatro e Estado", em parceria com Yan Michalski, em 1992.
É dramaturgista da Cia Marginal, que atua no Complexo da Maré, desde 2006.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

sábado, 21 de abril de 2012

Aquele que Diz, no Humaitá!

Apresentação de 'Aquele que diz Sim , Aquele que diz Não' de Bertolt Brecht com a Oficina Popular de Teatro da Restinga no Grêmio Esportivo Ferrinho, no bairro Humaitá. Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz - Jogos de Aprendizagem 2009.

Oficinas!

Fotos de um exercício de improviso onde o tema era : "Hospital da Restinga", a Oficina estava acontecendo na Associação de Moradores do Núcleo Esperança 1, em...2009.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ói Nóis Na Restinga!




foto de Sandro Reis


Entrevistas e imagens da apresentação do espetáculo de teatro de Rua "o Amargo Santo da Purificação" da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na Chácara do Banco, março de 2012.Cobertura da Tv Restinga na Web.Tá muito legal, confere lá!
www.tvrestinganaweb.com.br