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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pesquisa Pictória



Pesquisa pictória realizada por Roberto Corbo, com a temática do 'exôdo rural e industrialização', em junho de 2012

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O Poder da Memória


Link para  o blog do projeto de educação patrimonial realizado na Conceição, na escola que leva o nome da vila que foi removida, assim como outras, para a Restinga.




O Poder da Memória : O Poder da Memória -Projeto de Educação Patrimonia...: O  PODER DA MEMÓRIA PROJETO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL DA ESCOLA SANTA LUZIA Reconhecer  que  todos  os  povos  produzem cultur...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

“Todas as Restingas”




“Todas as Restingas”

Restingueiros de todos os cantos:
das casas de alvenaria, das casas de madeira.
Vocês que lutam e trabalham uma vida inteira!
A gente veio aqui pra contar uma história...
a tua história, a história da tua família
do teu bairro, da tua cidade.
Nós catamos essa história da boca povo.
Chegou a nossa hora falar.
Que a dor dos que vieram antes destrua ilusões!
Que nossa voz se espalhe pela cidade!
Ninguém nunca deu nada de graça pra pobre nenhum...
Foi a gente que trabalhou e construiu o nosso bairro.
Ô Restinga Velha, Restinga Nova, Bairro Vermelho e Elo Perdido!
Pode chegar Beco dos Bita, Rocinha, Flor da Restinga!
E aí, Povo da Cruzeiro, da Tuca, da Vila Dique, Icaraí!
Fala Morro da Cruz, Bom Jesus, Chocolatão, Vila Pedreira!
Todas as vilas de todos os cantos da cidade se preparem
Porque a história vai começar!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Velha Restinga



A falta de água, de energia elétrica, de escolas, de postos de saúde por si só depõe contra aqueles que, sob falhas administrativas, mantém uma postura voltada tão somente para a manutenção de privilégios e regalias a uns poucos e desprezo ou indiferença pela grande maioria. A prática administrativa dos governos, repensáveis pela implantação da Vila Restinga, reflete seus compromissos unicamente com os interesses políticos, econômicos e financeiros.
A Vila Restinga aparece nos documentos oficiais da época como um amontoado de quadros estatísticos.
      Os primeiros moradores removidos para a Restinga propiciaram aos responsáveis pelo projeto “ Remover para Promover” a necessária promoção política para encaminhá-los aos parlamentos estaduais e municipais. A solução das precariedades e falhas do projeto ficou sob responsabilidade da população.

Trecho de 'Memória dos Bairros - Restinga, de Marion Kruse Nunes. SMC 1990.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

OLUFÉ!

OLUFÉ CAPOEIRA

O link acima leva pra página do GRUPO ÌDÁJO OLÙFÉ IMÓ de Capoeira, do Mestre Bolívar, que há muito tempo vem oportunizando a juventude do bairro restinga o contato com a cultura da capoeira e ao desenvolvimento de sua cidadania.

BOCA LIVRE

BOCA LIVRE: beleza2012


O link acima é blog do Beleza , antigo morador da comunidade, que busca registrar e acompanhar os movimentos e ações desenvolvidas dentro do bairro Restinga. segue o trecho de uma postagem:

O MENOSPRESO AOS POBRES O departamento Municipal de Habitação da prefeitura Municipal de porto alegre – DEMHAB ( declaração do então diretor do desta autarquia, Milton Pazzolo) iniciará hoje a remoção das malocas que estão impedindo o prolongamento da Av. Princesa Isabel, próximo a Av. Ipiranga, cerca de 80 casebres que impedem o prolongamento d1aquela artéria, que por coincidência é a rua da sede do DEMHAB, SERÃO REMOVIDIOS PARA A Restinga, onde já se encontram os moradores que habitavam a Vila Ilhota ( ZH, 10/07/1967, p14 e produção da periferia Nola Gamalho). O que está transcrito acima era forma corriqueira com as autoridades e Prefeitura Municipal de Porto Alegre, publicavam em jornais de grande circulação na Capital e Rio Grande do Sul, era a prática que as autoridades tratavam seu concidadão menos favorecidos na hierarquia do extrato social vigente e não difere muito da essência da sua prática velada no tratamento dado nos dias atuais. Dessa maneira as remoções vão se sucedendo anos após anos para um verdadeiro “CAMPO DE CONCENTRAÇÃO” com as mudanças de governantes dos anos de chumbo. Não há a menor ética na abordagem nas mais diferentes situações na completa ausência de manejo, respeito e dignidade daqueles indivíduos “sem eira e nem beira” (sic). Tais políticos até os dias de hoje não dão a mínima importância ou fazem questão de facilitar a busca da cidadania em favor dos SEM TETOS. Além do mais, uma política restauradora onde os chefes de famílias pudessem tocar sua vida sendo feliz, criar os filhos com o mínimo de dignidade; progredir nas suas alternativas da sua existência. Aliás, os senhores políticos em sua maioria continuam ignorando as inúmeras dificuldades que passam os trabalhadores. Vejam os problemas da educação dos seus filhos; os problemas com atendimento a saúde; os problemas com transporte coletivo – ônibus lotado; não cumprem horários; culpam os usuários; os problemas de moradias; o lazer onde será que anda? - aparecem projetos maravilhosos, mas sem efetivá-los concretamente após as eleições periódicas; a cultura não existe políticas, não respeitam e dizem que arte não é para pobre, não tem cinema, não tem atelier, não há qualquer forma de expressão e critica das suas vivências; não há diversão, “eles não precisam, podem se divertir brincando de soldado e ladrão no escuro das ruas” - “ai não querem criminalidade” - e noticiam “CRACK NEM PENSAR”. Será que é porque existe alguém da sua classe enfiado até o pescoço na droga e na criminalidade? E quem vai para cadeia o filho de trabalhadores, negros e desempregados...E o lixo urbano e industrial não há programas voltados para educação ambiental que leve em consideração a evolução das crianças e adolescentes; filho de pobre é “dimenor” e etc., etc... . Dessa maneira, defendemos o enfoque da coletividade, poderiam assenhorear-se das relações e dificuldades para encontrar soluções participativas, onde os indivíduos sendo sujeitos da sua história e para soluções dos problemas diários acima referidos neste texto. Mas há indivíduos do nosso próprio meio social, ditas lideranças comunitárias, que não compreendem a importância do seu papel na sociedade e nos movimentos sociais, são papéis diferentes, estes aplicam a falácia autoritária, achando esta prática estaria contribuindo com a autonomia das comunidades. Assim, é muito importante que todo, independente do gosto pessoal por esta ou aquela pessoa, ser um facilitador da organização popular, verdadeiramente, terá o reconhecimento dos seus iguais e das referências locais para seu desenvolvimento como cidadão consciente dos seus direitos e deveres. Quanto mais criarmos problemas para nós mesmos, mais dificilmente encontraremos respostas, deixando de estar presente na construção do mundo sem violência, sem drogas, ou seja, um mundo de paz, tão necessária nos dias atual da vida. Jose Carlos Beleza / mar/2011

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Catando Histórias










Fragmentos da pesquisa realizada por Bruna Amaral, no 
Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sábado de Bate papo!



No sábado dia 8 de setembro, realizamos um bate papo com Nola Gamalho que falou sobre sua dissertação (mestrado em geografia) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Geociências, Departamento de Geografia, que foca na formação do espaço urbano usando a Restinga como refêrencia de estudo,o nome do trabalho é "  Das representações do espaço ao espaço de representação: a produção da Restinga- Porto Alegre/RS" , e tem nos servido de inspiração, já que ele é constituído através de narrativas e oralidades, dando voz aos próprios moradores do bairro e contextualizando historicamente a formação do bairro.

domingo, 29 de julho de 2012

Contribuições

Eis que surgem sugestões e contribuições, esta é uma delas.


 Marcha Mundial

 Em nome do progresso:

 Estão expulsando os colonos
 de suas terras.
 Pilhas e pilhas de pedras
 estão me assustando...
 Os passarinho no meu quintal
 já não estão mais cantando...
 Isso me deixa triste...
 para a cidade os colonos estão imigrando... 
Mais em seus corações
 os verdes dos campos estão levando.
 vamos plantar uma árvore...
 e ver ela florir...
essa selva de pedra não pode vencer...
a natureza precisa sobreviver...
 vamos dar as mãos
 e sair em uma marcha mundial...
 vamos proteger a natureza
 e os animais...
 não tem terra pra plantar...
não tem o que colher...
não teremos o que comer...


 PAULO RICARDO DE BARCELOS SOARES. 16.07.2012

domingo, 8 de julho de 2012

MEMÓRIA E NARRADO

MEMÓRIA E NARRADO: EXPERIÊNCIAS DE UM “AGITADOR SOCIAL”
Alessandra Bittencourt Flach
A lembrança é somente um príncipe encantado, que desperta, um momento, a Bela-Adormecida no-Bosque de nossas histórias sem palavras. (Michel de Certeau)


Este artigo pretende ser uma reflexão sobre a memória, especificamente no que
se refere àquilo que ela tem de representativo da subjetividade e da identidade do sujeito
em sua relação com o mundo. Para tanto, toma-se como pressuposto que essa memória
se constitui na/pela narrativa, como explica Ecléa Bosi (1994:  68): “A narração da
própria vida é o testemunho mais eloquente dos modos que a pessoa tem de lembrar. É a
sua memória”.

link do artigo: http://seer.ufrgs.br/iluminuras/article/view/25351/14704


Práticas e Saberes Populares

Breve história do bairro.


 O surgimento de periferias em Porto Alegre está diretamente relacionado ao processo de industrialização e ao êxodo rural que se formou a partir da década de 40. Vários agricultores mudaram-se para as grandes cidades procurando melhores condições de vida, formando aglomerados e vilas urbanas. Em 1965, com a criação do DEMHAB-Departamento Municipal de Habitação, foram removidas diversas famílias para um lugar chamado Restinga, aproximadamente 22 km de distância do centro da cidade. Dentro do projeto “Remover para Promover”, os primeiros habitantes da Restinga (hoje RestingaVelha), tiveram que começar a se organizar coletivamente em busca de melhorias de infra-estrutura, prometidas antes mesmo das remoções. Um dos resultados dessa luta comunitária, através da pressão exercida por essas pessoas junto à prefeitura, foi a construção do colégio José do Patrocínio e a abertura de uma linha de ônibus. Em 1969, os órgãos públicos municipais projetaram um grande núcleo habitacional, que viria a se tornar a Restinga Nova. À medida que as habitações iam sendo ocupadas, havendo retorno aos cofres públicos, os investimentos na Nova Restinga prosseguiam, gerando um grande desnivelamento e contraste entre as duas “Restingas”. O “divisor das águas” é a própria avenida principal do bairro: João Antônio da Silveira. Hoje, este bairro abriga mais de 10% da população de Porto Alegre e sofre problemas de infra-estrutura, tais como saneamento básico, educação e o gradativo aumento da violência. Na busca de resgatar e possibilitar as histórias dos diferentes bairros de Porto Alegre foi criado, em 1989, o projeto Memória dos Bairros, da Secretaria Municipal da Cultura, sob administração do governo popular. Com a proposta de incluir a voz do morador do bairro, a partir de suas narrativas, o projeto pensava a legitimidade dos moradores em busca de suas memórias.



 Por Paula Arpini

fotografia de Leopoldo Plentz.


 fonte:  http://memoriasdarestinga.blogspot.com.br/



Práticas e Saberes Populares da Restinga

quarta-feira, 4 de julho de 2012

contextualizando a origem da Restinga

O êxodo rural é uma modalidade de migração caracterizada pelo deslocamento de uma população da zona rural em direção às cidades, é um fenômeno que ocorre em escala mundial. O desencadeamento do êxodo rural é consequência, entre outros fatores, da implantação de relações capitalistas modernas na produção agropecuária, onde o modelo econômico privilegia os grandes latifundiários e a intensa mecanização das atividades rurais expulsa os pequenos produtores do campo. O intenso processo de mecanização das atividades agrícolas tem substituído a mão de obra humana. Os pequenos produtores que não conseguem mecanizar sua produção têm baixo rendimento de produtividade, o que os coloca em desvantagem no mercado. Outro motivo que proporciona o êxodo rural é o fator atrativo que as cidades exercem sobre parte da população rural. Muitos migram para as cidades, principalmente as mais industrializadas, em busca de emprego e melhores condições de vida. No entanto, esse processo gera vários problemas sociais, pois parte desses imigrantes não possui qualificação profissional exigida pelo mercado cada vez mais competitivo, consequentemente há um aumento populacional desordenado, além do desemprego e do subemprego nessas cidades, atividades como vendedores ambulantes, catadores de materiais recicláveis, flanelinhas, entre outros, são a cada dia mais comuns, os transtornos causados por esse processo atingem toda a sociedade, principalmente as pessoas que deixaram o campo com o intuito de obter melhores condições de vida nas cidades. Outro fator negativo que pode ser citado é o inchaço das cidades, que na ausência de um planejamento urbano há o superpovoamento de bairros pobres, moradias em locais sem estrutura, aumento de favelas, entre outros fatores. O êxodo rural, como em qualquer modalidade de migração por motivos econômicos, é o resultado lógico de decisões políticas ditadas pelo capital, e principalmente pelos interesses de seus detentores. Políticas públicas devem ser desenvolvidas com o objetivo de solucionar esse tipo de problema, proporcionando subsídios para os pequenos produtores, evitando assim a emigração dessa população para as cidades em busca de uma melhor sorte.
 Por Wagner de Cerqueira e Francisco
 Graduado em Geografia

 fonte:http://www.brasilescola.com/geografia/exodo-rural.htm